
Ontem ao abrir meu e-mail, muitas pessoas me enviaram mensagens questionando o motivo pelo qual eu ainda não havia postado nada sobre Michael Jackson, o rei da pop music.
Pensei no assunto durante algumas horas e cheguei a conclusão de que mesmo fazendo parte de uma geração em que muitos cresceram ouvindo bandas com prazo de validade, algo de King Jackson ainda vive em minha mente.
No último dia 25, quando o mundo chorou a morte do eterno Jackson 5, me peguei em frente a TV armazenando tudo o que diziam sobre Michael. Lembro- me que a TMZ foi direta: a dura verdade é que Michael Jackson estava morto. Naquele momento tudo o que passava pela minha cabeça era o som da obra prima "Thriller", e os passos alucinantes que o rei do pop fazia em suas apresentações.
A verdade é que assim como todo o mundo, me peguei surpresa e triste com a morte de Jackson, pois nem mesmo as polêmicas lançadas sobre ele mancharão o impacto histórico de sua música. Jackson criou uma forma de cantar que é copiada por todos os cantores pop do mundo, e arrastou multidões por onde passava.
Quem nunca tentou fazer aquele passo em que ele parecia flutuar ao andar para trás? Quem nunca se pegou cantando Billie Jean?
O fato é que Michael abriu mão de sua infância para brincar nos palcos do mundo, viveu em uma época em que o seu desenho favorito era o de si mesmo, e único e simplestmente encantou gerações. Talvez Michael esteja agora em alguma Neverland fantasma tocando guitarra com Elvis Presley, cantando "Is this love" com Bob Marley, ou ensaiando uma apresentação de "Imagine" com John Lennon.
Só nos resta agora lembrar daquele anjo negro de black- tie da capa de "Off the wall" que brilhou para o mundo, e agora quem sabe, esteja sendo homenageado no céu por James Brown e um coral de anjos.
(Yara Morais)

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