"Eu prefiro uma Coca-Cola." Eram aproximadamente 18:15 hrs em São Paulo. Seria um dia normal, caso não fosse o intervalo de 1 hora entre os trens da CPTM na linha 8 - Diamante que liga Júlio Prestes à Itapevi.
Empurra, empurra, caos. Símbolos de uma grande metrópole. Mas como símbolo de uma cidade como São Paulo, merece uma crônica. Comecei a observar as pessoas ao meu redor. Homens, mulheres, crianças, idosos. Ambulantes, pedreiros, secretárias, professores, mães, pais, filhos. Começo uma busca incessante entre o bem o mal. Não o bem e o mal das histórias em quadrinhos ou dos filmes de Hollywood, mas o bem e o mal de estar ou não satisfeito com o cotidiano de sua vida numa grande cidade.
De repente,aquele constrangimento todo, começa a desabrochar comediantes de dentro dos passageiros. Assim mesmo, sem mais nem menos. Alguém grita em meio a multidão: "olha a chuva! Já passou!" (em alusão as tradicionais festas juninas que acontecem todo mês de junho no Brasil). Os mais "esquentadinhos" mexem a cabeça em sinal de reprovação. E a viagem segue. Até que uma mulher de aproximadamente solta: "é um absurdo isso. Tratam a gente como bichos." Reparo na reação das pessoas quando ela faz esta observação. Pareceu até um ponta-pé inicial às reclamações.
Bem perto dela, um grupo de jovens de terno e gravata começa a reforçar e argumentar a reação da mulher. Um deles reclama sobre a falta de transportes que pode acontecer na Copa da FIFA de 2014 NO Brasil. Quando novamente, do meio do vagão, alguém dispara: "vai gente, isso é Brasil." Todos riem. Volto a observar. Um senhor, de pele escura, feição cansada e mochila na frente do corpo, indignado, responde a si mesmo o motivo da felicidade de algumas pessoas ali presentes: "o cara tá feliz na merda."
As palavras daquele senhor, me levaram à crônica, ou à reportagem, ou como quiserem chamar esse texto, que os senhores lêem neste exato momento.
É fato que atualmente o brasileiro virou moda no exterior. Incomodamos até mesmo aos finíssimos cidadãos argentinos por termos alcançado o quinto lugar no ranking da economia mundial.
Mas não é só isso. Acredito também, que muitas vezes, o brasileiro não sabe dar valor aos produtos que tem. E como disse o senhor, passageiro do trem, alguns são sim, felizes na merda. E não só na merda, mas também na pobreza e em todas as adversidades. Eu poderia escrever jornalisticamente mas não serviria de nada. Afinal, ninguém, eu dissa absolutamente ninguém, gosta de ler coisas que são escritas para "executivos lerem."
Outro assunto que gostaria de expor é que pagamos em São Paulo, R$3,00 por uma viagem em qualquer das linhas da CPTM, e mesmo assim, temos um PÉSSIMO serviço. Trens atrasados, vagões completamente desproporcionais ao uso humano. Sim senhores,nós brasileiros somos uma espécie de "boiada" para os senhores habitantes do Planalto Central. Mas você, senhor, você senhora, vai ser lembrado neste ano, ano de eleição. Outro fato é que nos delimitamos a "achar" que os pŕodutos importados são melhores do que os nacionais. Fato que gera outra discussão. Um dia desses, ao entrar para uma palestra na Universidade De São Paulo-USP, um colega de classe simplesmente virou para a sala e disse: "por que será que criticam tanto a Copa de 2014 aqui no Brasil?"
Fiquei sem resposta por alguns minutos. Mas é uma pergunta que vários de nós fizemos quando o Brasil recebeu (e ainda vem recebendo) critica em cima de critica por causa desse evento. O restante da turma, apenas riu, fez deboche do país, e mais uma vez, o brasileiro ficou "feliz na merda."
No entanto, juntei esses fatos e resolvi postar aqui nesse humilde relator de histórias urbanas, cometido e fincado num link de uma rede qualquer no vulcão brasileiro em erupção que é o centro da cidade de São Paulo.
Voltando aos versos, nesse anos de eleição, tudo, vira simplesmente tudo! Políticos tornam-se povão, e consequentemente, acreditam que são parte do problema. O prefeito Gilberto Kassab até repete o erro do meu colega de classe da USP, se perguntando o por que da negação de alemães e afins para com a Copa da FIFA Brasil 2014. É meus caros, peripécias de pré-eleições!
Mas para o prefeito e para os "estudantes de classe A" eu, essa humilde jornalista e troca letras que vos fala, tenho a resposta: é muito fácil não ligar para os problemas do país quando se tem dinheiro na conta milionária, carro importado, convênio médico e conforto. O Brasil é tão criticado porque nos países europeus e de América do Norte, não vemos crianças pedindo esmola no farol, nem trabalhadores ganhando um salário mínimo por mês e muito menos gente morrendo nos corredores dos hospitais. Parte dos políticos do Brasil ligam mesmo é para as suas viagens "valiosas" ao exterior. Enquanto isso, o brasileiro prefere Coca-Cola ao Guaraná. "TÁ EXPLICADO."
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Brasiliaans: glücklich in scheiße und armut (Brasileiros: Felizes na merda e na pobreza - O fantástico mundo verde e amarelo)
"Eu prefiro uma Coca-Cola." Eram aproximadamente 18:15 hrs em São Paulo. Seria um dia normal, caso não fosse o intervalo de 1 hora entre os trens da CPTM na linha 8 - Diamante que liga Júlio Prestes à Itapevi.
Empurra, empurra, caos. Símbolos de uma grande metrópole. Mas como símbolo de uma cidade como São Paulo, merece uma crônica. Comecei a observar as pessoas ao meu redor. Homens, mulheres, crianças, idosos. Ambulantes, pedreiros, secretárias, professores, mães, pais, filhos. Começo uma busca incessante entre o bem o mal. Não o bem e o mal das histórias em quadrinhos ou dos filmes de Hollywood, mas o bem e o mal de estar ou não satisfeito com o cotidiano de sua vida numa grande cidade.
De repente,aquele constrangimento todo, começa a desabrochar comediantes de dentro dos passageiros. Assim mesmo, sem mais nem menos. Alguém grita em meio a multidão: "olha a chuva! Já passou!" (em alusão as tradicionais festas juninas que acontecem todo mês de junho no Brasil). Os mais "esquentadinhos" mexem a cabeça em sinal de reprovação. E a viagem segue. Até que uma mulher de aproximadamente solta: "é um absurdo isso. Tratam a gente como bichos." Reparo na reação das pessoas quando ela faz esta observação. Pareceu até um ponta-pé inicial às reclamações.
Bem perto dela, um grupo de jovens de terno e gravata começa a reforçar e argumentar a reação da mulher. Um deles reclama sobre a falta de transportes que pode acontecer na Copa da FIFA de 2014 NO Brasil. Quando novamente, do meio do vagão, alguém dispara: "vai gente, isso é Brasil." Todos riem. Volto a observar. Um senhor, de pele escura, feição cansada e mochila na frente do corpo, indignado, responde a si mesmo o motivo da felicidade de algumas pessoas ali presentes: "o cara tá feliz na merda."
As palavras daquele senhor, me levaram à crônica, ou à reportagem, ou como quiserem chamar esse texto, que os senhores lêem neste exato momento.
É fato que atualmente o brasileiro virou moda no exterior. Incomodamos até mesmo aos finíssimos cidadãos argentinos por termos alcançado o quinto lugar no ranking da economia mundial.
Mas não é só isso. Acredito também, que muitas vezes, o brasileiro não sabe dar valor aos produtos que tem. E como disse o senhor, passageiro do trem, alguns são sim, felizes na merda. E não só na merda, mas também na pobreza e em todas as adversidades. Eu poderia escrever jornalisticamente mas não serviria de nada. Afinal, ninguém, eu dissa absolutamente ninguém, gosta de ler coisas que são escritas para "executivos lerem."
Outro assunto que gostaria de expor é que pagamos em São Paulo, R$3,00 por uma viagem em qualquer das linhas da CPTM, e mesmo assim, temos um PÉSSIMO serviço. Trens atrasados, vagões completamente desproporcionais ao uso humano. Sim senhores,nós brasileiros somos uma espécie de "boiada" para os senhores habitantes do Planalto Central. Mas você, senhor, você senhora, vai ser lembrado neste ano, ano de eleição. Outro fato é que nos delimitamos a "achar" que os pŕodutos importados são melhores do que os nacionais. Fato que gera outra discussão. Um dia desses, ao entrar para uma palestra na Universidade De São Paulo-USP, um colega de classe simplesmente virou para a sala e disse: "por que será que criticam tanto a Copa de 2014 aqui no Brasil?"
Fiquei sem resposta por alguns minutos. Mas é uma pergunta que vários de nós fizemos quando o Brasil recebeu (e ainda vem recebendo) critica em cima de critica por causa desse evento. O restante da turma, apenas riu, fez deboche do país, e mais uma vez, o brasileiro ficou "feliz na merda."
No entanto, juntei esses fatos e resolvi postar aqui nesse humilde relator de histórias urbanas, cometido e fincado num link de uma rede qualquer no vulcão brasileiro em erupção que é o centro da cidade de São Paulo.
Voltando aos versos, nesse anos de eleição, tudo, vira simplesmente tudo! Políticos tornam-se povão, e consequentemente, acreditam que são parte do problema. O prefeito Gilberto Kassab até repete o erro do meu colega de classe da USP, se perguntando o por que da negação de alemães e afins para com a Copa da FIFA Brasil 2014. É meus caros, peripécias de pré-eleições!
Mas para o prefeito e para os "estudantes de classe A" eu, essa humilde jornalista e troca letras que vos fala, tenho a resposta: é muito fácil não ligar para os problemas do país quando se tem dinheiro na conta milionária, carro importado, convênio médico e conforto. O Brasil é tão criticado porque nos países europeus e de América do Norte, não vemos crianças pedindo esmola no farol, nem trabalhadores ganhando um salário mínimo por mês e muito menos gente morrendo nos corredores dos hospitais. Parte dos políticos do Brasil ligam mesmo é para as suas viagens "valiosas" ao exterior. Enquanto isso, o brasileiro prefere Coca-Cola ao Guaraná. "TÁ EXPLICADO."
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